Sem resposta da Prefeitura, Servidores municipais de Louveira decretam estado de greve
Em assembleia geral extraordinária realizada no último dia 25 de fevereiro, os Servidores públicos municipais de Louveira deliberaram pela decretação de estado de greve. A decisão, tomada de forma democrática e ampla pela categoria, é uma resposta direta à falta de posicionamento da Prefeitura em relação à Pauta de Reivindicações 2026, protocolada oficialmente há mais de 20 dias.
ENTENDA O MOTIVO DA PARALISAÇÃO
A medida foi motivada pelo silêncio do Executivo Municipal diante do Ofício nº 005/SINDLOUV/2026, entregue no dia 3 de fevereiro, que formalizou as demandas salariais e de condições de trabalho da categoria. A revisão geral anual, prevista no inciso X do artigo 37 da Constituição Federal, é um direito dos Servidores e até o momento não teve qualquer sinalização por parte da Administração. A categoria entende que a negociação é o caminho legítimo, mas não pode aceitar a inércia do poder público.
PRAZO FINAL PARA NEGOCIAÇÃO
Diante do impasse, a categoria estabeleceu um prazo final improrrogável: até segunda, 9 de março de 2026, a Prefeitura deverá apresentar propostas concretas em uma reunião de negociação com o Sindicato e a Comissão de Servidores eleita para tratar da data-base. Caso não haja avanços ou nova negativa por parte do município, a categoria está autorizada a deflagrar movimento grevista, nos termos da Lei nº 7.783/89, que regulamenta o direito de greve no serviço público.
O presidente do Sindlouv, Eli Bueno Rodrigues, reforçou que a decisão não é tomada com leviandade, mas sim como último recurso diante da necessidade de valorização do funcionalismo.
“Não queremos parar, queremos ser ouvidos. O Servidor público merece respeito e uma negociação justa. A data-base não é um favor, é um direito constitucional. Esperamos que o prefeito Paulo Alberto Finamore receba nossa comissão e apresente uma proposta à altura da importância dos trabalhadores que mantêm a máquina pública funcionando”, declarou.



